Amigos da Cachaça

Amigos da Cachaça

Um incentivo à cultura nacional!!

Cachaça Werneck

Publicações em novembro - 2008

Produtores nacionais de cachaça querem ampliar a participação da bebida no exterior e, para isso, trabalham para que o produto obtenha reconhecimento internacional como sendo tipicamente brasileiro. A idéia é tornar a cachaça a “champanhe brasileira”.

“Como a champanhe é uma bebida francesa e a tequila uma bebida mexicana, também queremos reforçar a cachaça como patrimônio brasileiro”, diz Carlos Lima, diretor-executivo do “Ibrac”:http://www.ibrac.org.br/ (Instituto Brasileiro da Cachaça). “Como o principal drinque feito com a cachaça é a caipirinha, ela também seria reconhecida como bebida típica brasileira, o que promoverá uma ampliação do mercado e valorização dos produtos”, acrescenta.

Os Estados Unidos são o mercado no qual as negociações para o reconhecimento das bebidas nacionais estão mais avançadas. O Brasil passou a ter, em agosto deste ano, um escritório de advocacia atuando diretamente com os responsáveis locais, para tentar agilizar o processo.

As negociações tiveram início ainda em 2000, mas, segundo Lima, a burocracia é grande porque é preciso uma alteração na legislação norte-americana. “Hoje, a cachaça entra no mercado dos Estados Unidos como ‘Brazilian Run’. Para passar a entrar com o nome cachaça é preciso mudar as leis. Mas acredito que até junho do ano que vem isso já tenha mudado”, diz o diretor do Ibrac.

Europa
Outro mercado que interessa aos produtores é a Europa. No bloco europeu, o trabalho é pelo reconhecimento da indicação geográfica da bebida, que garante exclusividade de sua fabricação no Brasil.

“Queremos que a origem brasileira da cachaça seja reconhecida, para que outros países não se apropriem indevidamente do nome. Cachaça é mais do que uma marca, é um bem, um patrimônio nacional”, ressalta Lima.

Segundo o diretor do instituto, a previsão é que até a metade do ano que vem o Brasil deve entrar com um processo, que é unificado por conta do bloco europeu.

A escolha dos mercados principais é simples, uma vez que os Estados Unidos são o segundo principal destino da cachaça exportada do Brasil, atrás apenas da Alemanha. Mas, para atender ao aumento de demanda previsto com a nova regulamentação no exterior, será necessário capacitar e estimular os empresários brasileiros. Atualmente, poucos se arriscam em outros mercados.

“Temos que promover a inserção dos micro e pequenos produtores no mercado internacional porque, hoje, 99% deles estão no mercado interno”, analisa Lima.

Receita da caipirinha
No Brasil, o Ministério da Agricultura já publicou vários decretos que estabelecem a cachaça e a caipirinha como produtos tipicamente brasileiros. Há também uma documentação que regulariza o mercado interno, padronizando as bebidas.

No final do mês passado, o ministério publicou uma regulamentação técnica que estabelecia a receita oficial da caipirinha. Mas a publicação foi revogada poucos dias depois. A explicação oficial foi a de que houve um “engano” na publicação.

O Ibrac endossa a tese, dizendo que o que foi publicado como uma regulamentação, na verdade, deveria ser uma consulta pública, que ainda deve ocorrer, para se chegar à receita ideal. O diretor da entidade explica que já foi feita uma consulta pública em maior deste ano e, por conta do grande volume de sugestões, decidiu-se voltar a discutir a receita ideal.

Carlos Lima afirma, contudo, que as normas valeriam, no caso da caipirinha, para o produto industrializado, pronto para consumo, não para a bebida que é preparada nos bares. “A regulamentação serve para melhorar o processo de fiscalização do ministério, porque estabelece um padrão para a caipirinha industrial e padroniza o mercado”, diz.

Já os decretos que caracterizam cachaça e caipirinha como produtos típicos brasileiros fazem parte do endosso do governo federal à campanha internacional pelo reconhecimento dos produtos. “Essa legislação reforça e dá a base legal para o trabalho que estamos fazendo no exterior.”

Fonte: Claudia Andrade, do UOL Notícias

Sanhaçu & Faculdades

19 - novembro - 2008 1 comentário

Nesta quinta-feira, *dia 20 de novembro*, a “Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br dá continuidade ao ciclo de palestras em universidades deste semestre com uma palestra aberta ao público, na faculdade “Maurício de Nassau”:http://www.mauriciodenassau.edu.br/.

Este semestre já assistiram a palestras da “Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br alunos da “IESO”:http://www.unilist.com.br/ieso/, “FAPE”:http://www.fape-pe.edu.br/ e “Joaquim Nabuco”:http://www.joaquimnabuco.edu.br/. O convite foi feito por professores e/ou coordenadores de diversos cursos das universidades. A fábrica da “Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br, em Chã Grande, a 80km de Recife, também recebeu grupos de alunos, fazendo visita técnica, de administração, economia doméstica, agronomia, zootecnia e turismo da “UFRPE”:http://www.ufrpe.br/ e “FACOL”:http://www.facol.br/.

Em outubro e novembro deste ano a “Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br participou ainda da Semana do Empreendedor da FAPE (em Boa Viagem – Recife) e da FACOL (em Vitória de Santo Antão). Na ocasião os próprios alunos das universidades fizeram no stand degustação e apresentação do processo produtivo da única cachaça orgânica certificada de Pernambuco.

*Exposição na Feira do Empreendedor – FACOL*

A palestra desta quinta-feira faz parte do calendário do movimento “Semana Global de Empreendedorismo” e foi um convite da Aliança Empreendedora. O movimento acontece simultaneamente em 78 países e aqui no Brasil são mais de um milhão e duzentas mil pessoas envolvidas na promoção da atitude empreendedora para os negócios e para a vida. Na sexta (21) e sábado (22) a “Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br estará com um stand na feira dos empreendedores no pátio da faculdade Maurício de Nassau. Visite-nos, Participe e Venha Degustar “Sanhaçu – o sabor da cachaça!!!”:http://www.sanhacu.com.br

Palestra aberta ao público: “Do artesanal para o Mundo”
Local: Auditório da Faculdade Maurício de Nassau
Rua Guilherme Pinto, n 400 – Derby
Data: 20/11
Horário: 19:30h

Feira do Empreendedor
Local: Pátio da Faculdade Maurício de Nassau
Rua Guilherme Pinto, n 400 – Derby
Data: 21 e 22/11
Horário: 18 às 22h

A faculdade Maurício de Nassau fica perto do Quartel do Derby e do bar e restaurante Portal do Derby, próximo ao antigo bar do rato.
Mais informações: “www.sanhaçu.com.br”:http://www.sanhacu.com.br – (81) 9226-6474
Faculdade Maurício de Nassau: (81) 3413-4611

| |    | “Elk Barreto”:mailto:elkbarreto@gmail.com, é gerente comercial da “Cachaça Sanhaçu“:http://www.sanhacu.com.br, e nos enviou este artigo por e-mail. |

PRODUÇÃO DA CACHAÇA

4.1 A Cana
É a matéria prima para a fabricação da cachaça. São cinco as espécies mais utilizadas por várias razões incluindo-se aí o teor de açúcar e a facilidade de fermentação do caldo. Várias universidades e algumas instituições do estado têm investido constantemente na pesquisa da cana de açúcar, tendo obtido resultados positivos em mais de dez variedades, com períodos de maturação diferentes, que permitem estender o tempo da safra. A cana usada na produção do destilado artesanal é colhida manualmente e não é queimada, prática que precipita sua deterioração.

4.2 Moagem
Depois de cortada, a cana madura, fresca e limpa deve ser moída num prazo máximo de 36 horas. As moendas separam o caldo do bagaço, que será usado para aquecer as fornalhas do alambique. O caldo da cana é decantado e filtrado para, em seguida, ser preparado com a adição de nutrientes e levado às dornas de fermentação. Algumas moendas são movidas por motor elétrico, outras por rodas d’água, e têm a função de espremerem a cana, para dela extraírem o suco.

4.3 Fermentação
Como cada tipo de cana apresenta teor de açúcar variado, é preciso padronizar o caldo para depois adicionar substâncias nutritivas que mantenham a vida do fermento. Como a cachaça artesanal não permite o uso de aditivos químicos, a água potável, o fubá de milho e o farelo de arroz são os ingredientes que se associam ao caldo da cana para transformá-lo em vinho com graduação alcoólica, através da ação das leveduras (agentes fermentadores naturais que estão no ar). A sala de fermentação precisa ser arejada e manter a temperatura ambiente em 25°. As dornas onde a mistura fica por cerca de 24 horas, podem ser de madeira, aço inox, plástico ou cimento.

4.4 Destilação
O vinho de cana produzido pela levedura durante a fermentação é rico em componentes nocivos à saúde, como aldeídos, ácidos, bagaços e bactérias, mas possui baixa concentração alcoólica. Como a concentração fixada por “lei é de 38 a 54 GL”:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2003/D4851.htm, é preciso destilar o vinho para elevar o teor de álcool. O processo é fazer ferver o vinho dentro de um alambique de cobre, produzindo vapores que são condensados por resfriamento e apresentam assim grande quantidade de álcool etílico. Os primeiros 10% de líquido que saem da bica do alambique (cabeça) e os últimos 10% (cauda) devem ser separados, eliminados ou reciclados, por causa das toxinas.

4.5 Envelhecimento
Constituindo-se no processo que aprimora a qualidade de sabor e aroma das bebidas, o envelhecimento é a etapa final da elaboração da cachaça artesanal. A estocagem é feita, preferencialmente, em barris de madeira, onde ainda acontecem reações químicas. Existem madeiras neutras, como o jequitibá e o amendoim, que não alteram a cor da cachaça. As que conferem ao destilado um tom amarelado e mudam seu aroma são o carvalho, a umburana, o cedro e o bálsamo entre outras. Cada uma dá um toque especial, deixando a cachaça mais ou menos suave, adocicada e/ou perfumada, dependendo do tempo de envelhecimento.

Antes de qualquer coisa gostaria de apontar duas considerações em relação a tudo o que será escrito a seguir. A primeira é que eu gostaria de escrever um visão geral como se os meus fossem os olhos de todos os que estiveram na nossa reunião de sexta feira, porém para mim isso não é possível, afinal é difícil de separar, ou desconsiderar as minhas impressões sobre tudo.

“Mas o que isso quer dizer?”…”O que ele está querendo dizer?”: Podem perguntar alguns. O que eu quero dizer é que para mim isso não era apenas uma reunião de amigos num fim de semana. Para mim foi um reencontro, um modo de matar a saudade da maioria dos meus amigos. Então muita coisa que poderia me chatear, como o fracasso em relação ao barril de chopp, não teve importância. Apesar do pouco tempo parece que consegui conversar com todos os que estiveram presentes e isso já foi muito bom. O mais legal é que a gente conversa e nem parece que faz um tempão que não nos vemos tamanho é o entrosamento que criamos ao longo de todos esses anos como amigos. Se isso acontece comigo imagino que seja o mesmo com os outros que estão presentes em mais oportunidades que eu. Mas temos que tirar desse encontro uma lição: barril de 50L sem choppeira elétrica ou à gás nunca mais!!!

Outro ponto que tenho que comentar é que é praticamente impossível desvincular nossa “choppada” do motivo principal que nos levou à Itapetininga nesse mês de novembro. O casamento do Filipe. Creio que todos se divertiram como eu. Todos nos viram (Cristiane e eu) chegar atrasado no casamento e errar na saída, mas querem saber? Não me importo nenhum pouco se paguei mico ou não. Foi legal para cacete. Por motivo óbvios não posso falar da comida já tive tempo de experimentar nada. E tenho certeza que principalmente os membros do Amigos da Cachaça, honrando as tradições do nosso grupo, compartilharam comigo essa perda.
Fico esperando nosso próximo encontro: o tradicional Amigos da Cachaça

Brasília (4.11.2008) – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) possui, entre outras atribuições, a função normatizar e fiscalizar a qualidade das bebidas alcoólicas industrializadas. É importante ressaltar que a regulamentação cabe somente às bebidas devidamente acondicionadas e rotuladas, antes de sua oferta ao consumo. O Mapa não regula os drinks elaborados em bares e restaurantes

Em razão disso, foi aberta consulta pública em 25 de abril de 2008, por meio da Portaria nº 62, para a elaboração do texto da instrução normativa que determinará os regulamentos técnicos de definição dos padrões de identidade e qualidade para as bebidas alcoólicas por mistura, entre elas a caipirinha.

Participaram da consulta setores que de alguma forma estão envolvidos com a fiscalização, produção, comercialização, exportação e consumo de bebidas alcoólicas por mistura, industrializadas. Devido ao grande volume de contribuições e dos diversos pedidos, o Mapa publicará em breve, no Diário Oficial da União (DOU), a reabertura do prazo de consulta pública para a elaboração da instrução normativa que definirá os padrões de identidade e qualidade para fabricação das bebidas alcoólicas em questão.

Bebida típica – A definição dos padrões de identidade e qualidade da caipirinha, além de proporcionar critérios para a fiscalização da produção pelo Mapa, também permitirá aos consumidores saber, se o produto adquirido, é mesmo a típica caipirinha brasileira, que leva cachaça, limão e açúcar, conforme a legislação determina.

A complementação dos padrões de identidade e qualidade para a caipirinha foi discutida pelo setor produtivo nacional e o Mapa, tendo em vista garantir para esta bebida, o reconhecimento internacional quanto ao seu status de bebida típica brasileira. (Da Redação)

Atenciosamente,

Francisco de Assis Mesquita Facundo
Secretário da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Secretaria Executiva
Coordenação-Geral de Apoio as Câmaras Setoriais e Temáticas
Fone: +55 61 3218-2561
Fax: +55 61 3225-4200

Prosa & Viola e Terra de Minas: 1as cachaças de Minas a receberem o selo de qualidade INMETRO

Momento único para o setor de cachaças, a certificação de qualidade INMETRO é um importante passo para o reconhecimento internacional e valorização da cachaça, enquanto produto artesanal de qualidade.

Em Dezembro de 2006, o organismo de certificação de produtos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) certificou oficialmente as primeiras cachaças – Prosa & Viola e Terra de Minas – através do programa de certificação voluntária. Acreditado pelo Inmetro para tal atividade, o organismo certificador do Ipem-SP atesta, de maneira imparcial, que o produto está conforme as exigências legais, especificações técnicas e normas oficiais. A certificação, portanto, é um reconhecimento público da qualidade do produto.

As cachaças PROSA & VIOLA e TERRA DE MINAS, produzidas pela Agro-Indústria Prosa e Viola Ltda, no município mineiro de Morro da Garça (circuito turístico Guimarães Rosa – região central do Estado), são as primeiras genuinamente mineiras a receberem a certificação, tendo sido atendidas satisfatoriamente, todas as exigências legais, o que foi atestado em duas auditorias do OCIPEM-SP em suas instalações.

A cachaça PROSA & VIOLA é envelhecida três anos em barris de carvalho, tem sabor e aroma suaves, baixa acidez e pode ser degustada pura, natural ou gelada. A cachaça TERRA DE MINAS é envelhecida um ano em tonel de jequitibá e foi desenvolvida especialmente para drinques e coquetéis. Ambas tem graduação alcoólica de 40° GL, e são produzidas de forma artesanal, utilizando princípios ecologicamente corretos e toda a tecnologia necessária para garantir ao consumidor um produto rigorosamente dentro das normas e parâmetros legais.

O processo de certificação começou em setembro de 2006, quando o Ipem-SP deu início às auditorias do processo produtivo através de visitas ao alambique e às análises das amostras de cachaça coletadas na fábrica e no comércio. Nessa etapa foram verificados os aspectos de todas as etapas de produção da cachaça, como também os controles necessários para evitar a contaminação do produto, diretamente ligados às condições de limpeza e higiene, que contribuem para a garantia de qualidade e regularidade da produção.

Todo o plantio de cana-de-açúcar das cachaças PROSA & VIOLA e TERRA DE MINAS, que é feito na própria fazenda, foi avaliado pelos técnicos que analisaram todos os registros de manejo do canavial, incluindo utilização de fertilizantes e outros insumos. A intenção é de garantir que haja qualquer tipo de contaminação no produto final.

Além da avaliação do processo de produção em si, a certificação contempla os aspectos ambientais visando garantir a preservação das fontes de água potável, cursos de rios e áreas de mananciais. Foi verificado que a produção das cachaças PROSA & VIOLA e TERRA DE MINAS possuem práticas adequadas com relação ao descarte de resíduos da produção, como o vinhoto que é 100% aproveitado na lavoura, como adubo natural e como fonte de alimentação para o gado. Além disso, a empresa reutiliza o bagaço da cana para o aquecimento da fornalha, deixando de utilizar madeira nativa. A preocupação ambiental é tão grande que a empresa contratou um biólogo para desenvolver um projeto de reflorestamento que visa a reconstituição da flora local.

Outro aspecto verificado pelos auditores se refere às condições de trabalho dos empregados, o cumprimento das leis trabalhistas, a utilização de equipamentos de proteção individual e a existência de locais adequados para refeição.

A empresa, que desde o lançamento da PROSA & VIOLA, em 2004, vêm investindo em melhorias no processo produtivo, espera que a certificação e o selo de qualidade do Inmetro venham para demonstrar ao mercado, em especial aos consumidores, a sua preocupação em oferecer uma cachaça exclusiva, suave e de alta qualidade. “Minas Gerais é tido como o Estado das melhores marcas, e ser a 1ª cachaça de Minas a receber o selo de qualidade Inmetro é algo muito importante, que nos deixa muito felizes. Essa conquista é fruto de muito trabalho, estudos e grande dedicação”, observa o produtor, José Antônio de Freitas Souza.


BENEFÍCIOS DA CERTIFICAÇÃO

A certificação voluntária vem para acrescentar valores reais à cachaça. É através dela que a empresa poderá atestar que seu produto está em conformidade com as normas técnicas exigidas pela Portaria Inmetro 126 de 24/06/2005, recebendo para isso o Certificado de Avaliação da Conformidade.

Os produtos desta empresa passam então, a usar a marca do Inmetro e do Ipem-SP. +É a demonstração formal ao mercado do compromisso que a organização assume com relação às necessidades e às expectativas dos clientes, sejam consumidores ou importadores+. Além disso, é uma garantia de segurança e um enorme fator de diferenciação do produto perante o mercado e a concorrência.

Para exportar, é fundamental oferecer um produto de qualidade, pois o mercado internacional é muito exigente. Bom marketing, rótulos marcantes e garrafas sofisticadas são importantes, mas não é o bastante para validar as estratégias de internacionalização do produto.

A certificação reconhecida pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC) faz parte dessas estratégias porque agrega outros benefícios.

Entre eles, destacam-se:

  • Valorização da marca do produto
  • Melhoria da imagem da empresa produtora da cachaça
  • Aumento da confiança do consumidor no produto
  • Diferenciação frente aos concorrentes
  • Redução de custos
  • Acesso a novos mercados no país e no exterior
  • Combate à concorrência desleal entre as empresas produtoras de cachaça

Evidenciar o atendimento a requisitos como saúde, segurança do consumidor, preservação do meio ambiente e responsabilidade social, passaram a ser fatores determinantes no momento das negociações.

Como pré-requisito para o processo de certificação, a empresa produtora de cachaça deve estar com seu produto registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e estar com a situação regularizada em relação às legislações vigentes no país.

PARCERIAS IMPORTANTES

Apesar dos reais benefícios tanto para o produtor, e consequentemente para o consumidor final, além de incentivar os cuidados com o meio ambiente, as Micro e Pequenas Empresas e produtores rurais, organizados em Arranjos Produtivos Locais ou articulados em ações coletivas encontram dificuldades quanto aos custos envolvidos no processo de certificação.

Com o objetivo de promover a certificação das cachaças de alambique, normalmente produzidas por essas pequenas empresas, que integram a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do governo federal, o Inmetro e o Sebrae firmaram acordo para facilitar a entrada desses produtores no processo.

Ações como certificação em grupo ou Bônus Certificação, concedido pelo Sebrae e Inmetro, diminuem significativamente os custos da certificação para o produtor. O projeto visa auxiliar o setor a melhorar a aceitação da cachaça no exterior. Lá, a bebida é muito valorizada, principalmente na Europa, Estados Unidos e Canadá, mas os importadores querem ter segurança total de que o produto não apresentará presença de alguns contaminadores em teores acima aos tolerados pelo organismo humano, que também está descrito na Portaria Inmetro126/2005.

O Brasil exporta, atualmente, 11 milhões de litros da bebida por ano. O projeto investirá R$5 milhões para facilitar o acesso dos empresários do setor à certificação, um esforço de longo prazo que une entidades tecnológicas e o setor produtivo.

Entre as coberturas do Bônus estão as despesas com auditorias, ensaios, inspeções e viagens. Também poderão ser incluídas despesas relativas à manutenção do certificado durante 3 anos.

Os interessados podem acessar os detalhes do programa assim como outras informações importantes através do dos sites www.sebrae.com.br e www.inmetro.gov.br.

PRODUTO CACHAÇA – PARTICULARIDADES IMPORTANTES

A cachaça vem marcando presença na vida dos brasileiros ao longo de quatro séculos através da literatura, da culinária, da religião, da língua, das festas populares e da economia nacional, tornando-se, ao longo do tempo, uma bebida originalmente brasileira.

Hoje, tanto interna quanto externamente, a cachaça é responsável por 7% do mercado de bebidas no país, segundo o próprio Sebrae de Minas.

Mesmo com mudanças marcadas pela modernidade, realizadas na estrutura do produto, como embalagens modernas, conteúdos envelhecidos em tonéis de jequitibá e carvalho, rótulos diferenciados, entre muitas outras, a Cachaça do Brasil encontra na certificação voluntária a base necessária para alavancar o setor quanto à comercialização do produto engarrafado, que é o que realmente agrega valor e rentabilidade para as empresas.

A idéia do segmento é diminuir cada vez mais as vendas a granel, uma vez que esse tipo de transação não tem sido vantajosa nem para o produtor nem para o produto em si, uma vez que não tem foco no cultivo da marca.

Além disso, existem indícios de que alguns engarrafadores estrangeiros adicionam outros produtos à cachaça colocando a etiqueta “original do Brazil” para comercialização, o que acaba por afetar a imagem do produto.

Outro fator importante é o avanço das preocupações com a saúde. Com esse quadro, é possível dizer que, cada vez mais, o consumidor médio estará optando por produtos com qualidade comprovada, com controle mais rigoroso. Carbamato de Etila, Metanol, Acroleína, N-Butanol, Cobre, Chumbo e Arsênio estão entre as substâncias analisadas nos ensaios realizados durante o processo e certificação. A presença desses análitos, acima do permitido pela Organização Mundial da Saúde, é prejudicial à saúde humana.

O Carbamato de Etila, resultado da fermentação da cana, tem potencial cancerígeno; o Metanol, conseqüência da degradação da pectina presente na cana-de-açúcar, tem alta toxicidade; a Acroleína, formada durante o processo de fermentação alcoólica, cuja reação é catalisada pela ação de leveduras, é também cancerígena; o N-Butanol é proveniente de contaminação bacteriana no processo de fermentação; o Cobre, formado a partir do processo de destilação, onde os equipamentos são feitos desse material, é de difícil eliminação e ao longo do tempo acentua sua toxicidade; o Chumbo e o Arsênio ocorrem devido a contaminações nos equipamentos, solo e água, e acumulam também no organismo do homem, além de o Arsênio ter efeito cancerígeno.

A certificação voluntária, neste caso, está se tornando a forma mais efetiva para a superação de todas essas dificuldades, com a retirada total dessas substâncias ou sua diminuição a níveis aceitáveis pelo organismo humano, como contribuição para o fortalecimento do setor.

Outras Informações:
Cachaça Prosa & Viola e Terra de Minas
Gerencia Comercial: Daniela Vilaça – +55 31 8709-2266
E mail: danielavilaca@prosaeviola.com.br
Site: www.prosaeviola.com.br

Às vésperas do último fim-de-semana, o Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha – bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar – que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial.

Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da Instrução Normativa nº 55, publicada na edição de sexta-feira (310 do Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.

Apesar do sucesso garantido da IN , a área técnica do ministério informou que o texto foi publicado erroneamente no Diário Oficial, explicando que o governo está revisando os padrões de bebidas e que a IN faz parte desse processo.

— Não é um texto definitivo. A idéia era colocá-lo em consulta pública, mas houve erro e a instrução normativa foi publicada hoje — contou, de forma acanhada, um técnico da pasta. As informações são do jornal O Sul, de Porto Alegre.

A receita

Para o ministério, só será definida como caipirinha “a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo”. Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes.

— O açúcar aqui permitido é a sacarose – açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais — ensina o governo.

O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a publicação. Mas não vale qualquer limão: “com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas”.

Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. “Ingrediente opcional – água”. Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.

Para quem não gosta de caipirinha, o Ministério da Agricultura oferece dicas sobre outros tipos de bebidas alcoólicas, inclusive para aqueles que não sentiram os efeitos da crise financeira. “Poderá ser denominado de licor de ouro o licor que contiver lâminas de ouro puro”. A IN também traz informações sobre a produção de bebida alcoólica mista aromatizada gaseificada, que também é conhecida como “cocktail”.

Fonte: Espaço Vital

O Brasil tem hoje um importante mercado de destilados liderado pela bebida que é sinônimo nacional: a cachaça. A bebida representa cerca de 80% do segmento.

A cachaça brasileira é produzida em quase todo o país, destacando-se os estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Goiás, Paraíba, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. São Paulo é o maior produtor e local das grandes empresas industriais, que são líderes do mercado.

Segundo levantamento realizado pela consultora Nielsen, a cachaça, depois da cerveja, é a bebida alcoólica mais consumida no país.

O crescimento do setor estimula as marcas premium a investir em comunicação e novos mercados. Como é o caso da Cachaça Do Rei, destilado tradicional da cidade de Capivari, interior de São Paulo, que vem intensificando os trabalhos de fortalecimento da bebida após receber a medalha de ouro na última análise química e sensorial promovida pela Universidade de São Paulo (USP) durante o V Brazilian Meeting Chemistry of Food and Beverages.

Recentemente a paulista Cachaça Do Rei estreou no Sul do país com evento no Villa Rústica Pub, em Porto Alegre. A festa de comemoração aconteceu no dia 25 de setembro com lançamento da cachaça e início do Projeto Villa Brasil, que conta com muita MPB, Samba Rock e Black Music com a banda Paulinho Naguilé Trio, apresentando o show Samba Rock-Sangue Bom e o Dj Lourenço, um dos maiores ícones das pistas do litoral gaúcho e catarinense. O evento contou ainda com a presença das Pampacats, um fenômeno do sul brasileiro.

Além de degustação da Cachaça do Rei Gold e rodadas de caipirinha free, os presentes puderam eleger o melhor drink com Cachaça do Rei para ser aderido ao cardápio fixo do Villa Rústica Pub.

Sobre a Cachaça do Rei

A Cachaça Do Rei, produzida desde 1999 pelos irmãos Reinaldo e Paulo Annicchino em Capivari, não usa conservantes químicos, mantendo assim a pureza de seus ingredientes, e eleva a cachaça artesanal à categoria de bebidas nobres com sabor e qualidade comparados aos melhores destilados do mundo.

Com a tradição artesanal, os tonéis de carvalho utilizados na produção possuem tampa de amburana (cerejeira), dando sabor, aroma e cor especial à cachaça que ali envelhece. Nos tonéis de madeira neutra, conhecida como amendoinzeiro, a cachaça permanece transparente, dando origem à “branquinha”, utilizada costumeiramente em caipirinhas e drinks.

Estando ente os maiores destaques paulistas, a Cachaça Do Rei detém a medalha de ouro na última análise química e sensorial promovida pela Universidade de São Paulo (USP) durante o V Brazilian Meeting Chemistry of Food and Beverages, elevando sua qualidade às melhores cachaças do país.

A Cachaça Do Rei é comercializada também em países como os Estados Unidos, Alemanha e Japão, refletindo a crescente expansão da cachaça no mercado internacional.

Mais informações:
Rafael Amaral
rp@kmaintegrada.com
+55 19 3461-7767

Atendimento ao cliente:
Reinaldo Annicchino
falecom@cachacadorei.com.br
+55 19 3491-1313

Pólo de Orgânicos apresenta caipirinha sem agrotóxicos em restaurante no Recife

Uma das bebidas mais populares do país feita com ingredientes livres de agrotóxicos. Foi o que o público do Bar Entre Amigos (O Bode), estimado em cerca de 500 visitantes ao longo do dia, pôde degustar no último sábado (25), no bairro do Espinheiro. A caipirinha orgânica veio para mostrar que nem só de sucos e saladas vive a produção de frutas e legumes orgânicos, segmento que vem crescendo significativamente em Pernambuco nos últimos anos.

Com um gosto bem mais suave que as caipirinhas comuns, a bebida segue a receita básica, tendo como diferencial a origem dos ingredientes: tanto a cana-de-açúcar usada na produção da cachaça quanto o limão dispensaram qualquer tipo de agrotóxicos. A fabricante é a Sanhaçu, microempresa com sede no município de Chã Grande, na Zona da Mata do Estado.

A degustação que apresentou a bebida ao recifense é resultado da ação do Pólo de Orgânicos de Pernambuco, que promove a produção orgânica do Estado a partir do incentivo do Governo Estadual em parceria com um consórcio que reúne a Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE), o Serviço de Tecnologia Alternativa (Sertã), a Fundação de Proteção à Saúde e ao Meio Ambiente (Fusama) e a Cooperativa de Produtores Familiares Orgânicos (Ecoorgânica), além da certificadora Certivida e a Associação de Orientação às Cooperativas do Nordeste (Assocene). A Sanhaçu é de produtores beneficiados pelo Pólo.

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