Amigos da Cachaça

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Um incentivo à cultura nacional!!

Archive for dezembro, 2008

Design premiado

22 - dezembro - 2008 comentar

Eu sempre gostei de observar o design de copos, garrafas e embalagens. Acho que adquiri este “vício” ainda quando fazia faculdade, onde morei em uma república onde tinha designers de produto e programação visual.

Recentemente conheci a DJ Cachaça Mineira e fiquei fascinado pelo design do produto, ao fazer contato com a produtora, descobri que este encantamento não foi por acaso e que compartilho com vocês, leitores do nosso site.

Design premiado

Além de ter sido agraciada com a medalha de Prata no Concurso Mundial de Bruxelas – Brasil 2008, a DJ foi vencedora da categoria Bebidas Alcoólicas no Prêmio ABRE Design e Embalagem – 2008 que foi realizado dia 27 em São Paulo (SP).

Este prêmio, que está na 8ª edição, é considerado o mais importante concurso nacional de embalagem, com reconhecimento internacional. E tem o apoio da WPO – Organização Mundial de embalagem, ULADE – União Latino Americana de Embalagem, “PBD”:http://www2.desenvolvimento.gov.br/sitio/sdp/proBraDesign/proBraDesign.php – Programa Brasileiro de Design do Ministério de Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior e do CSPD – Centro São Paulo Design.

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, com este prêmio divulga as empresas que investem no aprimoramento das embalagens de seus produtos, e acreditam na valorização da embalagem brasileira, como a DJ Cachaça Mineira que inovou no seu setor. Desenvolveu seu produto com um design que buscou representar a evolução que o mercado consumidor da cachaça merecia, aumentando a aceitação do produto especialmente entre o público feminino.

Com esta embalagem a DJ conseguiu criar grande identificação do consumidor com o produto, e isso conjugado à qualidade facilitou a conquista de mercados que até então criavam uma certa barreira a este tipo de bebida.

A adoção deste estilo inovador representou sem dúvida um marco para o setor, e o reconhecimento deste trabalho que recebemos através desta premiação já nos credenciou a participar do World Star 2008, organizado pela WPO – Organização Mundial de Embalagem, que desde 1970 ilustra o avanço contínuo da arte mundial da embalagem criando assim um padrão de excelência internacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae-MG – em 09/09/2008

Por Sérgio Arno, Chef e Dono da Universidade da cachaça

1º MANDAMENTO
ANALISARÁS BEM O RÓTULO
Verifique o ano, a procedência, a cor, o lacre e a graduação alcoólica. Garrafa deve ser sempre transparente, pois a cor ajuda a identificar, entre outras coisas, as impurezas.

2º MANDAMENTO
NÃO TERÁS PRECONCEITO
Se de qualidade garantida, a cachaça não tem nada de “marvada”. Ter preconceito é totalmente infundado.

3º MANDAMENTO
BEBERÁS SEMPRE EM TEMPERATURA AMBIENTE
A temperatura ambiente é ideal, pois mantém o aroma e o sabor intocados.

4º MANDAMENTO
DARÁS A CADA CACHAÇA SEU FIM MERECIDO
Para a mundialmente conhecida caipirinha, deve-se usar uma cachaça com teor alcoólico alto, pois o gelo dilui a bebida. E sempre branca.
O sabor envelhecido não combina com a caipirinha. O mesmo tipo de cachaça, branca e forte, deve ser usado para culinária, pois o alto teor alcoólico flamba melhor. E, para beber purinha, vale a melhor cachaça, claro, envelhecida em tonéis de madeira e de boa procedência.

5º MANDAMENTO
ESTOCARÁS SEMPRE
Monte a sua adega. Mantenha as garrafas num ambiente escuro, fresco e longe da mesa, para evitar a tentação.

6º MANDAMENTO
CONHECERÁS PARA DEGUSTAR
Um pouco de conhecimento sobre o mercado e a história da cachaça ajuda a não levar gato por lebre. Salinas, por exemplo, é ícone da cachaça nacional, mas algumas marcas desconhecidas embarcam na fama e vendem pinga barata com
a rubrica da cidade. Atenção às cachaças indicadas por este ranking. Livros, como o de Erwin Weimann, também ajudam.

7º MANDAMENTO
NUNCA BEBERÁS CACHAÇA SOZINHO
Cachaça é para bebericar com os amigos, é algo social. Quanto mais amigos se tem, mais cachaça na cabeça…

8º MANDAMENTO
COMBINARÁS A BOA CACHAÇA COM A BOA COMIDA
Tudo que é gorduroso vai bem com cachaça. Mas tem de ser branca, nunca envelhecida, porque o sabor da madeira compete com o do alimento. Cachaça envelhecida, só após as refeições, de preferência com um bom charuto.

9º MANDAMENTO
CONQUISTARÁS AMIGOS E MULHERES
Para impressionar, diga que cachaça envelhecida guardada no freezer ganha a viscosidade de um licor, e substitui até um bom brandy.

10º MANDAMENTO
DEGUSTARÁS, MAS NÃO SE TORNARÁS UM CACHACEIRO
As provas de cada cachaça devem ser pequenas. Mesmo. Mas não se cospe depois- seria pedir demais. Tenha sempre água, pão ou bolinho para consumir entre as provas, para limpar a boca

No próximo sábado, 20 de dezembro de 2008, a “SANHAÇU”:http://www.sanhacu.com.br : o sabor da cachaça estará no programa Encontro Sebrae, na **TV Tribuna, canal 4**, retransmissora da Band em Pernambuco. Quem ainda não conhece a fábrica é uma ótima oportunidade de ver algumas imagens e assistir uma entrevista com Oto Barreto, gerente de produçao da cachaça orgânica.
O programa Encontro Sebrae tem **início às 9:30h da manhã**, horário local.

| |    | “Elk Barreto”:mailto:elkbarreto@gmail.com, é gerente comercial da “Cachaça Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br, e nos enviou este artigo por e-mail. |

E pensar que a idéia surgiu de um tópico no Fórum das Pimentas

Falávamos animadamente sobre a branquinha, a caninha, a água-que-passarinho-não-bebe… Não bebe porque não sabe o que é bom! A cachaça pura, amarelinha ou translúcida, aromática, de sabor forte ou suave, que desce rasgando ou esquentando, é sensacional! Não é á toa que atravessa o mundo representando nosso país!

Eu contava que anualmente, quando minha avó paterna vem da Bahia, ela trás na bagagem, além das guloseimas típicas, uma aguardada garrafa de cachaça de alambique, produzida em um engenho de fundo de quintal vizinho á ela. Vem em uma garrafa genérica, de vidro marrom, fechada com rolha. Vem com aroma de garapa, sabor encorpado e cremoso. Vem com a pureza do interior, com a rusticidade dos que a fabricaram manualmente, com a força da terra. Vem principalmente, sem o preconceito das pessoas que torcem o nariz quando você diz ser apreciador de cachaças. Já acham que você é um pinguço de primeira, desses que fecham o bar! Acham que você gosta de cachaças industrializadas sem cuidado, sem arte, ou ainda pior, vendidas em garrafinhas arredondadas de plástico… Por vezes a garrafa é até bonita, mas desculpem-me os “descolados”, mas não é garrafa de design arrojado que faz a qualidade de uma cachaça!

Não sou profunda conhecedora de aguardentes, mas gosto, e sei diferenciar uma boa cachaça de uma ruim. Sei que muitas das melhores vêm de Minas, outras “dos interior” e de tantos outros rincões. Mas a que a minha avó manda, ah, essa sim é sensacional!

Análise Sensorial

17 - dezembro - 2008 3 comentários

A cachaça produzida artesanalmente é uma das bebidas destiladas mais saborosas do mundo. Do mesmo modo, seu aroma é rico e agradável, resultado de um complexo número de elementos encontrados em sua composição.

1) Aparência

A análise sensorial de uma cachaça começa na prateleira do supermercado. O consumidor, não conhecendo ainda os atributos de aroma, determinados pelo olfato e paladar, sua opção inicial baseia-se na aparência do produto, tais como: embalagem, formato, rótulo e contra-rótulo , fechamento e conteúdo do rótulo. Nesta observação é fundamental que o vasilhame seja branco, para verificar se a cachaça tem a aparência limpa, brilhante e transparente.

2) Formação de “colar”

A cachaça é normalmente servida em copo de vidro de parede lisa, transparente e incolor. Ao ser despejada, a bebida deve apresentar pequenas bolhas, que unidas, formam um “colar” nas bordas da superfície do copo, que devem desaparecer rapidamente, em até 30 segundos.

3) Oleosidade

Virando e girando o copo, de modo a levar a cachaça até as suas bordas, deve-se constatar uma película oleosa em torno das paredes internas, que escorre formando ondulações. O tempo de persistência maior dessas ondulações é indicação de qualidade. Cachaças que não apresentam “oleosidade”escorrem rapidamente nas paredes do copo, semelhante à água.

4) Cor da Cachaça

Um aspecto importante é a cor. A cachaça branca dever ser transparente e brilhante; as turvas denotam defeitos de fabricação e qualidade inferior. Quando envelhecida em tonéis de madeira, a cachaça adquire a cor amarelada ou rosada. As colorações amarronzadas e avermelhadas fogem do padrão tradicional do produto.

5) Aroma

A análise através do olfato se faz agitando a cachaça em um copo, de preferência do tipo “tulipa”, cujo perímetro inferior é mais largo que a parte superior, o que possibilita concentrar melhor os elementos aromáticos da cachaça em sua parte livre. Ao ser agitado deve ser tampado , utilizando-se de papel laminado para dificultar a liberação dos aromas antes de serem inalados. Os principais aromas detectados são: alcoólico, frutal, ácido, adocicado e estranho :

a) frutal. Indica a presença de ésteres

b) alcoólico. Não deve ser acentuado, de maneira a permitir a percepção dos demais aromas;

c) ácido(azedo). Deve ser discreto; quando acentuado indica qualidade inferior;

d) adocicado. Da mesma forma que o alcoólico e ácido, este aroma também não deve se destacar.

e) Estranho. Os aromas estranhos, tais como: cheiro de madeira, ovo podre, couro, etc, alertam para a presença de substâncias indesejáveis no produto.

A cachaça de qualidade tem aroma agradável, que envolve os aspectos frutado, alcoólico, ácido e adocicado de maneira equilibrada. A pungência ou ardência verificada na inalação não dever ser acentuada de maneira a irritar a mucosa nasal.

6) Paladar

Para análise das características gustativas, coloca-se um gole na boca e com ele realiza-se movimentos para senti-la em todas as partes da língua e bochecha.

Na ponta da língua identifica-se o paladar adocicado; nas laterais, a sensação de acidez e, em sua base, próximo à garganta, o amargo e, finalmente, na sua parte central, região táctil, as sensações de calor ou frescor.

Tanto em aroma quanto em paladar, o atributo frutal ou frutado é o mais adequado.

A cachaça ao ser ingerida deve “descer bem”, de modo suave, sem queimar, deixando uma sensação positiva de energia e calor.

Neste caso, recebe os atributos de redonda, macia, suave e lisa.

(Referência bibliográfica: RIBEIRO, José Carlos Gomes Ribeiro.
Fabricação Artesanal da Cachaça Mineira. Belo Horizonte: Editora Perform, 1997)

Lançamento do livro MELHORES PRÁTICAS AMBIENTAIS NO NORDESTE

Temos a satisfação em convidá-los para participar do lançamento do livro MELHORES PRÁTICAS AMBIENTAIS NO NORDESTE, promovido pela “Sociedade Nordestina de Ecologia”:http://www.sne.org.br (SNE), com o patrocínio da “Companhia Hidroelétrica do São Francisco”:http://www.chesf.gov.br/ (CHESF). O livro é fruto da realização do Prêmio Melhores Práticas Ambientais no Nordeste, coordenado pelo Dr. Ricardo Braga.

A primeira edição mobilizou cinqüenta instituições de todos os estados nordestinos, que apresentaram suas experiências bem sucedidas em conservação e recuperação ambiental na região, premiando doze entidades, sendo três em cada categoria: organizações da sociedade civil organizada, empresas, instituições acadêmicas e governos. Mais duas premiações foram concedidas como menção honrosa.

Gostaríamos de contar com a sua presença na cerimônia, que ocorrerá no próximo dia 15 de dezembro, segunda-feira, às 16 horas, no auditório da Livraria Cultura, em Recife.

Na ocasião haverá degustação de “SANHAÇU”:http://www.sanhacu.com.br – o sabor da cachaça!

( Convite: Marcelo Mesel – Presidente da SNE )

Endereço da “Livraria Cultura”:http://www.livrariacultura.com.br – Paço Alfândega
R. Madre de Deus, s/n
Recife – PE

| |    | “Elk Barreto”:mailto:elkbarreto@gmail.com, é gerente comercial da “Cachaça Sanhaçu”:http://www.sanhacu.com.br, e nos enviou este artigo por e-mail. |

Segue a tréplica do debate entre eu, cachaçólogo Marcelo Câmara, e a Revista de História da Biblioteca Nacional. O site Amigos da Cachaça publicou a minha carta e a resposta da revista. Abaixo a minha tréplica que a Revista não publicou, nem poderia, é claro, pois encerra o diálogo impossível entre um estudioso especialista e dois curiosos e incipientes no assunto. Agradece, cordialmente, o Marcelo Câmara.

Uma polêmica impossível:
Marcelo Câmara X Revista História da BN

Não deu outra. A Revista História da Biblioteca Nacional publicou, parcialmente, em sua edição nº 33, de junho de 2008, o texto Fantasia não eliminada que Marcelo Câmara enviou ao Editor em fevereiro último. Entretanto, além de editar o que dele quis, divulgou, na revista e no site da revista, uma inqualificável resposta, tola, diversionista e fugitiva dos auto-proclamados “historiadores”, Luciano Figueiredo e Marcelo Scarrone. Sem conhecer o trabalho intelectual de Marcelo Câmara, e nenhuma história da cachaça, tentam desqualificá-lo acusando-o de “não ser historiador”. Diplomado. Segundo eles, Marcelo, formado em Direito e em Comunicação Social, não lê, não pesquisa, não publica História. Por não ser bacharel em História, não poderia fazer História. Não sabem que Marcelo Câmara produz e publica História há quarenta anos, não apenas no terreno da cachaça, mas também da Música, da Política, da Cultura, da Educação, entre outros. Que foi editado por historiadores como Darcy Ribeiro, Emmanuel de Bragança Macedo Soares, Alípio Mendes, respeitáveis historiadores brasileiros, entre outros, todos sem diploma. Mas, para os dois, “istoriadô só com diproma”. Ilustres historiadores brasileiros e estrangeiros, do passado e contemporâneos, não tiveram formação específica em História e nem por isto deixam de ser historiadores. A dupla cita fontes secundárias, suplementares, acessórias, relativas e não fundamentais, não seminais, no que se refere à história da cachaça. E livro recente de um deles, sem nenhuma importância ou interesse, apenas oportunista, que nada acrescenta à pequena, erudita e preciosíssima bibliografia existente, onde Câmara Cascudo e Gilberto Freyre pontificam como raros mestres e descobridores. Fontes de inteligência e interpretação valiosas, específicas, do universo da cachaça são, é claro, totalmente desconhecidas dos curiosos. As fontes a que referem apresentam-se ora como periféricas ou peremptas, ora ultrapassadas em significado ou quilometricamente vencidas por outras mais relevantes. A incipiente resposta dos indigitados apresenta-se como uma redação ginasiana, palavrosa e empulhativa: cheia de contornos, fugas, variantes, arabescos. Diante de tanta asneira, presunção, escapismo e arrogância, Marcelo Câmara não teve outra alternativa se não remeter àqueles “especialistas” a mensagem abaixo. Desta vez, conclusiva e cabal, espera. E, claro, não publicada.

Senhor Editor,

Como previa, e infelizmente, a mensagem Há cartas que não se publicam permanece válida e atual. A Revista levou três meses para publicar uma crítica e quando o faz, edita, mutila, esvazia, no papel, o meu texto, de acordo com a sua conveniência, e escreve o que quer, uma resposta bisonha, não considerável. Constrói uma falsa polêmica, inexistente. Um diálogo desigual e covarde. Com os dedos no teclado do computador, o Editor faz o que quer: publica o que lhe julga favorável, e ignora, finge-se de desentendido, corrompe, deforma a crítica que é dirigida ao veículo. Faz o que quer com o texto do leitor-Autor. Aliás, um Autor sem obra, segundo a Revista. A “resposta” da Revista nada responde, apenas desvia, tergiversa, dissimula e não enfrenta a minha crítica. A referência a Gabriel Soares de Souza pelo Editor nada contrapõe ou esclarece. Dizer que o consumo da cachaça a partir do Século XVI tinha o sentido “medicinal” é tolice desmesurada, lulesca. O uso medicinal da cachaça é suplementar e circunstancial ao consumo popularmente generalizado de uma bebida alcoólica, que inebria, sublima, liberta, embriaga, entorpece, dá prazer. Remedia, salva, alegra, deprime, habitua, vicia e mata, de acordo com a qualidade, a quantidade, a freqüência e a situação na qual é ingerida. Minas não tem e nunca teve tradição no fabrico da cachaça comparada a centros de excelência e tradição como Paraty e alguns pontos de antanho do Nordeste, ou ao volume de produção como São Gonçalo e Campos (RJ), São Paulo e Bahia, este o maior produtor e exportador por mais de três séculos. A história mineira da cachaça é de consumo, exclusivamente de consumo de produtos oriundos de centros produtores como o Nordeste e, principalmente, a Bahia. E isto somente a partir do final do Século XVII. Minas só fabrica cachaça 250 anos depois de São Paulo, Paraty, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Cem anos depois do Espírito Santo e de Santa Catarina. Quando falo em tradição não descarto excelência sensorial, qualidade superior. São conceitos xifópagos. Falar de tradição mineira no fabrico de cachaça de excelência seria como exaltar a tradição potiguar de saber preparar churrasco bovino. Isto não quer dizer que o potiguar não faça churrasco. Paraty (não existe “parati” no contexto e neste momento) não “tem lugar assegurado na história”. Não. A afirmativa é como dizer que “Pelé tem lugar assegurado na história do futebol”. Sem comentários. Ela é digna de quem nada conhece sobre o tema. Enfim, não vale polemizar sobre a falta de divergências, sobre o inexistente, quando um assevera e o outro burla ou escapa, deserto de argumentação. A troca de idéias também não é factível. Com a permuta, eu teria um grande prejuízo: eu entraria com o conhecimento, com as idéias, com a crítica fundamentada, e o Editor com os jargões, as digressões sem propósito, com o vácuo. Não há polêmica quando não há divergência ou confronto. Enfim, “anacronismo”, esterilidade, perda de tempo, é um especialista com estudo e ciência em determinado universo debater com neófitos interessados, curiosos do mês e pesquisadores de ocasião. Esse tipo de crítica pressupõe conhecimento e deve ser feito em ambiente acadêmico. No mínimo, com equivalência entre os interlocutores. A resposta da Revista à minha carta ratifica: Cachaça é bebida de milhões e assunto para poucos. Cordialmente, Marcelo Câmara.

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