Amigos da Cachaça

Amigos da Cachaça

Um incentivo à cultura nacional!!

Archive for janeiro, 2010

Esta sugestão veio do amigo ABILIO DIZ, duas baianinhas que me dispertou muito interesse:

Cachaça Mutum e CR Cabeceira do Rio

as duas são de qualidade, um luxo só.a primeira é de Jiquiriça – BA e custa +- 50,00 e a segunda é de Utinga – BA e custa 37,00.tenho um cartão de visita da cachaça mutum, com telefone 71-88764912 e email www.cachacamutum.com.br.

abraços,apreciem com moderação.


Apesar do amigo ter informado o site da Cachaça Mutum, não foi possivel acessar, acredito que não existe mais, e tambem não consegui localizar nenhuma imagem desta cana.

Já cachaça CR Cabeceira do Rio encontrei fotos na coleção de cachaças do saudoso amigo Sr. Messias, em tres diferentes versões:

Caso alguem tenha mais informações sobre elas, postem nos comentários.



Minas Uai

29 - janeiro - 2010 1 comentário

Cachaça produzida artezanalmente, com a produção de 3000 a 4000L, ano, não envelhecida em madeira.

Mais informações da cachaça

Acabou a ressaca!

27 - janeiro - 2010 comentar

Acabou a ressada do 7° AdC e neste ano o trabalho começou antes do carnaval.

É!!! as coisas já não são como eram antes…rs, estamos de cara nova, não totalmente atualizados, mas quase lá.

Espero que gostem e divulguem.

http://www.amigosdacachaca.com

http://www.amigosdacachaca.net

http://www.amigosdacachaca.net.br

Alexsander Santana
Membro AdC

O produto brasileiro mais conhecido pelos comerciantes de escravos na África no século 17 era a cachaça.  A jeribita, um de seus tantos sinônimos, era tão popular no tempo da colônia que Portugal tentou diversas vezes – sempre em vão – coibir sua produção e consumo, para proteger o comércio de suas bebidas típicas – a bagaceira e o vinho. A proibição estimulou ainda mais o tráfico da bebida e, quando Portugal retomou Angola do controle holandês, em 1650, a colônia africana passou a receber um mar de cachaça anualmente.

O historiador Luis Felipe de Alencastro, no clássico O Trato dos Viventes – Formação do Brasil no Atlântico Sul. Séculos XVI e XVII, afirma que, entre 1710 e 1830, um em cada quatro escravos trazidos da África foi trocado por cachaça em Luanda. Juntamente com o tabaco baiano, outro produto usado no tráfico, quase 1 milhão de negros, que tinham contato com a bebida já nos porões dos navios, chegaram ao Brasil.

Pinga da boa

Batizada

Segundo Henrique Carneiro, historiador da USP, os traficantes chegavam a misturar água do mar e pimenta na aguardente brasileira antes de chegar a Angola. Tudo para aumentar o volume da bebida que seria trocada por escravos.

Gramática, lisa, Tome-Juízo…

Por estar presente no folclore, na religião, nos costumes e na cultura do Brasil há séculos, a cachaçaacumulou centenas de sinônimos (de suor-de-alambique a quebra-munheca). No Aurélio, há 147 termos para a aguardente, enquanto no Houaiss são 420.

Registrada

Para estimular a exportação, há um decreto de 2003 que determina que “cachaça” mesmo é só a aguardente de cana produzida no Brasil. A tequila, feita no México, também tem a proteção de origem garantida. Por isso, dizer “cachaça brasileira” é chover no molhado.

No Caribe, negócio era com rum

Provavelmente você já ouviu falar que o rum era a principal moeda dos traficantes de escravos nas Américas Central e do Norte. A aguardente típica do Caribe (feita com o melaço da cana, enquanto a cachaça vem da garapa) tinha a mesma função comercial da cachaça, embora poucas pessoas saibam dessa utilidade do nosso destilado. Para Henrique Carneiro, historiador da Universidade de São Paulo e autor de Pequena Enciclopédia da História das Drogas e Bebidas, as poucas informações que existem a respeito “talvez ocorram porque a história oficial buscou ocultar muitos aspectos da escravidão, especialmente o uso de aguardente e tabaco na obtenção dos escravos”.

Para ele, apesar de ignorado pela maioria dos livros didáticos, o tráfico negreiro movido a bebidas ajudou na formação do sistema moderno de comércio mundial.

Fonte: Felipe Van Deursen – Aventuras na História

Categorias

 

Sobre