Amigos da Cachaça

Amigos da Cachaça

Um incentivo à cultura nacional!!

Cachaça Werneck

Aproveitando o feriado prolongado proporcionado pelo carnaval a Cristiane e eu viajamos para Fortaleza/CE. Fomos acolhidos na casas de amigos e isso nos ajudou já que por serem “da terra” tivemos facilidades com relação aos lugares interessantes para visitação. Claro que ainda faltaram diversos lugares, mas como o tempo era curto não seria possível conhecer tudo.

O fato de interesse para o site dos Amigos da Cachaça é que visitei Museu da Cachaça localizado na cidade de Maranguape. Sim…a cidade do Professor Raimundo Donato!!!

Apesar do nome do local ser Museu da Cachaça não há no acervo disponível diversas marcas de chachaça ou a história da bebida como um todo. Como o museu é mantido pela Cachaça Ypióca o museu é um registro da história dessa cachaça e das marcas menores que a mesma produz como a Cachaça Sapupara.

A fazenda em que fica o museu tem diversas opções de lazer. Não é apenas um museu que você visita e vai embora. É um local para se passar o dia todo com opções de passeios e atividades ligadas ao ecoturismo. Uma das atrações é a segunda maior tirolesa do Brasil, que posso adiantar para os interessados: é muito legal!!!

Não era permitido tirar fotos dentro do museu em si, mas consegui algumas de fermentadores e destiladores antigos e dá para notar que os equipamentos não são complicados e isso explica a enorme quantidade de produtores amadores pelo Brasil afora. Dentro do museu há ainda dois grupos de tonéis de cerca de 10.000 litros armazenando cachaça produzida por volta de 1950. Essa informação deu água na boca de todos que estavam na visita, porém os interessados não devem se animar já que, segundo o guia do museu, essa cachaça é de estimação dos proprietários da fábrica e esses degustam apenas alguns copinhos de vez em quando.

Após a visita do museu há um barzinho estilizado representando um estabelecimento do tipo da década de 20 ou 30 em que podemos provar os diversos tipos de cachaça produzido pelo grupo. Nessa hora que percebi a importância de ter a companhia de pessoas que não se interessam muito pelo produto, já que cada um tem o direito de escolher apenas um dos produtos. Como estava acompanhado de mais três mulheres acabei experimentando quatro!!!

Hoje a fábrica da Ypióca não é mais nessa fazenda, mas fica próximo ao local dela. A fábrica que existia nela produziu até o ano de 1996 e os equipamentos ainda estão montados e preservados no local. Outra curiosidade é que está localizado na fazendo o maior tonel do mundo, inclusive reconhecido pelo Guinnes Book.

A Ypióca nasceu a 160 anos e sempre foi administrada pela família que já está na quarta geração. O museu mostra detalhadamente curiosidades e características das quatro gerações porém podemos ver que o modo de administração não mudou muito durante todos esses anos. Aproveitando a data estão lançando a Cachaça Ypióca 160 que foi envelhecida por 6 anos e contém malte, assim como os destilados escoceses.

Para finalizar posso garantir que vale muito a pena a visita ao local para aqueles que gostam de ecoturismo, comida de fazenda e, claro, uma boa cachaça.

Antes de qualquer coisa gostaria de apontar duas considerações em relação a tudo o que será escrito a seguir. A primeira é que eu gostaria de escrever um visão geral como se os meus fossem os olhos de todos os que estiveram na nossa reunião de sexta feira, porém para mim isso não é possível, afinal é difícil de separar, ou desconsiderar as minhas impressões sobre tudo.

“Mas o que isso quer dizer?”…”O que ele está querendo dizer?”: Podem perguntar alguns. O que eu quero dizer é que para mim isso não era apenas uma reunião de amigos num fim de semana. Para mim foi um reencontro, um modo de matar a saudade da maioria dos meus amigos. Então muita coisa que poderia me chatear, como o fracasso em relação ao barril de chopp, não teve importância. Apesar do pouco tempo parece que consegui conversar com todos os que estiveram presentes e isso já foi muito bom. O mais legal é que a gente conversa e nem parece que faz um tempão que não nos vemos tamanho é o entrosamento que criamos ao longo de todos esses anos como amigos. Se isso acontece comigo imagino que seja o mesmo com os outros que estão presentes em mais oportunidades que eu. Mas temos que tirar desse encontro uma lição: barril de 50L sem choppeira elétrica ou à gás nunca mais!!!

Outro ponto que tenho que comentar é que é praticamente impossível desvincular nossa “choppada” do motivo principal que nos levou à Itapetininga nesse mês de novembro. O casamento do Filipe. Creio que todos se divertiram como eu. Todos nos viram (Cristiane e eu) chegar atrasado no casamento e errar na saída, mas querem saber? Não me importo nenhum pouco se paguei mico ou não. Foi legal para cacete. Por motivo óbvios não posso falar da comida já tive tempo de experimentar nada. E tenho certeza que principalmente os membros do Amigos da Cachaça, honrando as tradições do nosso grupo, compartilharam comigo essa perda.
Fico esperando nosso próximo encontro: o tradicional Amigos da Cachaça

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